Com recorde de casos, Ceará só define novas ações contra chikungunya após o Carnaval
O Ceará foi o estado brasileiro com mais casos suspeitos de chikungunya, em 2017. Foram registrados mais de 99 mil casos, quase o triplo de 2016, representando 73% em
relação ao País. Os dados são do Ministério da Saúde. A Secretaria da
Saude do Ceará (Sesa) traça estratégias de combate ao Aedes aegypti para
este ano, que serão divulgadas após o Carnaval.

De
acordo com a técnica do Núcleo de Controle de Vetores da Secretaria da
Saúde do Ceará (Sesa), Ricristhi Gonçalves, a "explosão" de casos de
chikungunya já era esperada.
"Existe um
complicador aqui (no Nordeste) que é a falta de água. E quando chove,
muita água é armazenada", pondera. "Aliado a isso, a gente entende que
as ações de controle precisam ser contínuas. A população começa, se
engaja, mas depois há uma diminuição do tratamento. Dessa forma, a
proliferação é inevitável".
Em junho de 2017, a Sesa lançou um termo de incentivo aos
municípios no combate a arboviroses. Os municípios que atingissem todas
as metas definidas participam de um rateio de R$ 10 milhões.
Dentre
os critérios estabelecidos pelo Governo do Estado está a criação de um
comitê municipal de combate que esteja atuante, além da monitoração dos
indicadores de qualidade da vigilância das arboviroses e atingir a
cobertura mínima de 80% dos imóveis da cidade.
A
pasta informou que a premiação será liberada após a avaliação dos
indicadores cosolidados, de cada município, para este ano. Ainda
conforme a secretaria, mais de 80% das cidades aderiram à proposta em
relação a 2016.
"Desde o ano passado, temos
reuniões para traçar estratégias para este ano", diz Ricristhi
Gonçalves, levantando a possibilidade de uma nova premiação de incentivo
aos municípios. Ela afima que a secretaria analisa novas tecnologias de
monitoramento e melhoramento do sistema de informação.
Enquanto isso, alerta, é importante que as pessoas redobrem os cuidados contra o vetor da dengue, da zika e da chikungunya.
FONTE: O POVO